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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Brasil na Segunda Guerra Mundial: Resumo | História

“Se o Brasil não vai à guerra, a guerra vem ao Brasil.” Foi o que aconteceu em 1942, quando navios brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães em nosso próprio litoral. Só então o Brasil realmente entraria de fato na guerra, mas esta história começa bem antes.

A Segunda Guerra Mundial se iniciou em 1939 e durou cerca de seis anos. De um lado, estavam os países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão. Por outro lado, os Aliados incluíam Inglaterra, França, Rússia e os Estados Unidos, que entraram no conflito após o bombardeio japonês à base militar de Pearl Harbor. O Brasil estava em uma situação delicada, pois Estados Unidos e Alemanha eram seus dois maiores parceiros econômicos.

É verdade que o governo de Getúlio Vargas tinha simpatias pelo regime alemão, mas o marketing norte-americano era muito mais eficaz. A política da boa vizinhança exaltava a cultura brasileira, incentivava celebridades do cinema a visitar e trabalhar no Brasil, o que gerava forte empatia popular. Além disso, o dinheiro falou mais alto. Os norte-americanos financiaram a construção da Companhia Siderúrgica Nacional, e o Brasil, em troca, permitiu a instalação de uma base militar no Rio Grande do Norte.

Em janeiro de 1942, o chanceler brasileiro Oswaldo Aranha anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Alemanha. A partir daí, vários navios brasileiros que levavam mercadorias para os Estados Unidos foram atacados, com base em informações de uma rede de espiões infiltrada no Brasil. Um sentimento anti-nazista começou a tomar conta dos brasileiros, reforçado pelo sucesso do filme “O Grande Ditador”, no qual Chaplin faz uma sátira impagável a Hitler.

Mas o pior ainda estava por vir. Em 15 de agosto, às 19 horas, os passageiros do navio brasileiro Baependi foram surpreendidos em pleno jantar por dois torpedos disparados pelo submarino alemão U-507. Das 306 pessoas a bordo, apenas 36 sobreviveram. A maioria ficou em um pequeno barco à deriva na escuridão. Duas horas depois, eles avistaram um clarão no horizonte. Era o navio Araraquara, também destruído pelo submarino alemão, com mais 131 mortos. E antes que o dia amanhecesse, o U-507 faria mais 150 vítimas ao afundar o navio Aníbal Benévolo. No dia seguinte, mais dois navios foram atacados.

A reação foi quase imediata. Estudantes organizaram passeatas, a população saiu às ruas e o Brasil declarou guerra aos países do Eixo.

Uma provocação da época afirmava: “É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil mandar soldados para a guerra.”


Os alemães não acreditavam no poder militar brasileiro, mas a cobra fumou. 

Em setembro de 1944, 25 mil pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) se juntaram aos Aliados na Itália. Eles venceram importantes batalhas e capturaram mais de 20 mil soldados inimigos.

Com a vitória dos Aliados na guerra, a população brasileira pressionou Getúlio Vargas, e o Brasil conseguiu a volta das eleições diretas para presidente e para o poder legislativo. Um golpe militar tirou Vargas do poder, mas ele, político experiente, negociou uma renúncia e voltou eleito senador por dois estados e deputado por sete, graças a uma inusitada legislação eleitoral. Em breve, estaria de volta à presidência pelo voto popular.

Revolta da Chibata : Resumo | História

A Revolta da Chibata foi uma agitação militar dentro da Marinha do Brasil, ocorrida no Rio de Janeiro, de 22 a 27 de Novembro de 1910. Os militares lutam contra castigos físicos; salários baixos e péssimas condições de trabalho dentro da marinha.

É importante destacar que naquela época, a marinha do Brasil era formada por homens negros, ex-escravizados e recém-libertos.

Mesmo com o fim da escravidão, a herança escravagista brasileira havia deixado fortes marcas culturais em relação a como um subordinado negro deveria ser tratado enquanto trabalhador. Enquanto trabalhador, era submetido a uma rotina de trabalho pesada em troca de salários baixos. Apesar de abolida, na maioria das forças armadas do mundo, na marinha do Brasil qualquer tipo de discordância era punida com castigos físicos, e a chibata era a punição mais comum.

Para piorar a insatisfação dos marujos, apenas os oficiais receberam aumento salarial e o trabalho aumentou bastante com a encomenda de novos navios militares, sobrecarregando ainda mais os marinheiros.

Então, na madrugada de 22 de Novembro de 1910, os marinheiros do Encouraçado Minas Gerais, navio militar, se rebelaram. Principalmente depois de assistirem a torturas sofrida pelo marujo Marcelino Rodrigues, açoitado com 250 chibatadas até o desmaio. Liderados por João Cândido Felisberto, mais conhecido como Almirante Negro, o motim terminou com a morte do comandante do navio e outros oficiais que não aceitaram abandonar a nave de guerra.

Na mesma noite, o outro grande navio, Encouraçado São Paulo, se juntou ao motim e também outras embarcações aderiram ao movimento.

Os navios bombardearam a cidade do Rio de Janeiro causando um grande tumulto e o presidente Hermes da Fonseca, recém eleito, enfrentava a sua primeira crise.

Por issso, no dia 26 de Novembro de 1910, Hermes da Fonseca acatou as reivindicações feitas pelo movimento encerrando o episódio de revolta.

Mas, dois dias depois de os revoltosos entregarem as armas, foi decretado o estado de sítio e também a prisão dos marinheiros considerados indisciplinados. Sentindo-se traídos, os marinheiros se rebelaram novamente em dezembro, mas dessa vez a resposta do governo foi severa. E a prisão foi bombardeada e destruída pelo exército, tirando a vida de centenas de fuzileiros navais e prisioneiros.
João Cândido.

Alguns dos sobreviventes foram torturados, mas João Cândido sobreviveu. Ele foi perseguido e expulso da Marinha. Ele foi internado em um hospício e em 1912 foi inocentado. O almirante negro viveu como pescador e vendedor. Morreu em 6 de dezembro de 1969.

Primeira Guerra Mundial: Resumo | História

O que levou o mundo a se desentender tanto logo no início do século XX foram as tensões herdadas do século XIX, como a Revolução Industrial, o que gerou uma forte concorrência comercial dividindo a Europa, o velho mundo. Paralelo a isso, os países começaram uma rápida corrida armamentista dando a dica que isso culminaria em uma grande batalha logo logo. Era a chamada paz armada. Sem falar, que conflitos pré-existentes como a Guerra Franco-Prussiana, que gerou um forte revanchismo francês e atrapalhavam as relações deste país com a Alemanha.

Já o clima intelectual e artístico era o o da Belle Époque vivido desde 1871 até a explosão da guerra, uma fase marcada por inúmeros avanços na tecnologia, ciência e cultura. Tal clima, de certa forma, acabou estimulando o nacionalismo belicista. Disputas territoriais começavam em países menores. Tudo junto e misturado. A Rússia tinha forte interesse na região balcânica, e a Alemanha começava a se interessar por árias coloniais maiores. O forte nacionalismo, somado às disputas imperialistas, levou os países europeus à formação das alianças secretas. Bem no início do século XX houve a formação das alianças militares. Eram elas: a Tríplice Entente, entre França, Reino Unido e o Império Russo; e do outro lado vinha a Tríplice Aliança, com a Alemanha, o Império Austro-húngaro e o Reino da Italia.

A Tríplice Entente buscava manter a sua hegemonia. A Tríplice Aliança buscava conquistar maiores objetivos. Mas, o conflito iniciou mesmo foi 1914, com o assassinato de Francisco Ferdinando, o herdeiro do trono austro-húngaro por um nacionalista sérvio, em Sarajevo, capital da Bósnia. Por estar desconfiado dos austro-húngaros, a Sérvia se recusou a cooperar nas investigações.

Devido a essa má vontade, e, principalmente, pelo descontentamento com o nacionalismo sérvio, a Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia. A Tríplice Entente saiu em defesa dos sérvios, enquanto a Tríplice Aliança apoiou a declaração Austro-húngara.

Num primeiro momento, os exércitos ficaram apenas se movimentando. Era a guerra de movimento. Cada lado fazia suas mobilizações nos sentidos de suas fronteiras.


Mais adiante, os soldados passaram a cavar quilômetros de trincheiras, formando uma espécie de labirinto, onde as tropas travavam batalhas sanguinárias e avançavam metros apenas, em direção ao adversário. Era uma guerra estática, que, além do cansaço físico, das mortes, gerava um grande desgaste psicológico naqueles que continuavam nas batalhas.

As batalhas contavam com o apoio das tecnologias e invençoes humanas, trazidas pela Bella Epoque, com tanques, aviões e a extração de petróleo.

A Tríplice Entente se saiu melhor desde o início da Primeira Guerra, mesmo com a saída da Rússia em 1917, que se retirou dos campos de batalha devido a Revolução Socialista.

Em 1918, a vitória da Tríplice Entente se consolidou, contando com a participação dos Estados Unidos, que entraram com grande reforço militar. Em 1919, na Conferência de Paris, foram estabelecidos os Tratados de Paz, destaque para o Tratado de Versalhes, que culpava a Alemanha e seus aliados como os únicos responsáveis por toda a destruição da Guerra.

O cenário pós-guerra, era uma Alemanha humilhada e os Estados Unidos extremamente fortalecidos. Como entraram no final da Guerra, os americanos não tiveram seu território afetado e puderam se fixar como uma potência soberana.

A Alemanha, além de ser obrigada a indenizar a Tríplice Entente, sofreu severas restrições via Tratado de Versalhes, algo que gerou enormes transformações políticas e econômicas no país. Um dos reflexos do desgaste do Estado, foi a República de Weimar, que derrubou o Imperador Guilherme II e instalou uma República Liberal na cidade de Weimar.

Nasceu também o Tratado das Ligas da Nações, que criou uma espécie de congresso com os representantes oficiais das nações que lutaram na Primeira Guerra. Era um tipo de antecedente da ONU (Organização das Nações Unidas). O intuito era evitar novos confrontos. Assim os países conseguiriam chegar a soluções pacíficas e diplomáticas. Infelizmente, sabemos que essa acordo de paz não deu certo. Vinte anos depois aconteceria a Segunda Guerra Mundial.

Vegetação no Maranhão: Resumo | Geografia

O Maranhão está localizado no meio Norte, mais a oeste do Nordeste brasileiro, e em seu território há características da transicionalidade existente entre a região amazônica, na Região Norte, e o semiárido do sertão, no Nordeste. O Maranhão possui uma rica diversidade de paisagens.

Na porção oeste e noroeste do Maranhão, podemos encontrar a chamada floresta ombrófila densa, que é a nossa floresta amazônica. Ela se encontra subdividida em duas regiões: a ombrófila densa, mais presente no oeste do território maranhense, com a presença principalmente de vegetação densa com a presença de buritizais, imburana e açaí; e a floresta ombrófila de platô, onde encontramos espécies arbóreas, árvores com até 50 metros de altura. Além disso, temos a submontana, que é a região da floresta amazônica com vegetaão de porte e densidade menores.

No território maranhense, também encontramos a vegetação do Cerrado, que predomina no estado, abrangendo o sul e o leste. O interessante dessa vegetação, com elevado grau de endemismo, é que sua fisionomia está associada às diferenças de umidade e porte das árvores que a compõem. Assim, encontramos diferentes formações: o Cerradinho, o Cerrado e o Cerradão.

Mata dos Cocais.

Na porção mais central, nos vales dos rios Itapecuru, Mearim, Grajaú e Pindaré, indo em direção ao golfão maranhense, encontramos as Matas de Cocais. Essa vegetação é muito interessante, pois caracteriza a transicionalidade entre o oeste amazônico, o sul do cerrado e o leste da caatinga, sem pertencer a nenhuma delas. As Matas de Cocais são extremamente importantes devido à presença dos babaçuais, uma espécie de grande valor socioeconômico. Milhares de famílias no Maranhão sobrevivem com o extrativismo do coco do babaçu. Em 1997, no município de Lago do Junco, foi aprovada a Lei do Babaçu Livre, e hoje diversos municípios do Maranhão já aprovaram essa lei, que garante o acesso às propriedades privadas para que as quebradeiras de coco possam fazer a coleta.

Temos também a vegetação dos campos inundáveis, no entorno do golfão maranhense, na região da baixada maranhense. Essa vegetação herbácea inclui algumas espécies de porte um pouco maior e ocorre em áreas inundadas devido à presença de grandes lagos formados durante as cheias na baixada maranhense.

No litoral, encontramos a vegetação de mangue, que é muito preservada e representa a área de mangue mais preservada do Brasil. Espécies como o mangue-vermelho e o mangue-branco chegam a atingir até 16 metros de altura.

Além disso, no litoral, há a vegetação de dunas, presente no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, entre os rios Periá e Preguiças. Mais a leste, em direção ao delta do rio Parnaíba, encontramos a formação de restingas.

Por fim, existem alguns enclaves de espécies de caatinga no extremo leste do Maranhão, na fronteira com o Piauí, que muitos chamam de vegetação de carrasco.

Assim é a paisagem maranhense, bastante heterogênea, devido à sua característica de transicionalidade. Um ponto importante: o geógrafo Aziz Nacib Ab’Saber coloca que o Maranhão faz parte de três domínios morfoclimáticos: o domínio do cerrado, predominante com mais de 64% do território; o domínio amazônico, com cerca de 35% do território; e 1% de domínio da caatinga

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Hidrografia do Maranhão: Resumo | Geografia

O território maranhense é drenado por rios limítrofes e rios genuinamente maranhenses. Entre os rios limítrofes está o rio Parnaíba, que separa o Maranhão do Piauí. O rio Gurupi também atua como divisor entre o Maranhão e o estado do Pará. Além disso, o rio Tocantins marca o limite entre o Maranhão e o estado do Tocantins. Temos ainda o rio Manuel Alves Grande.

Entre os rios genuinamente maranhenses, destaca-se o rio Itapecuru. Ele nasce no planalto maranhense, no centro-sul do estado, corta diversos municípios e deságua no golfão maranhense, na baía de São José. O rio Itapecuru é de grande importância, pois abastece São Luís por meio do projeto Italuís, construído durante o governo de João Castelo.

Outros rios relevantes incluem o Rio Mearim, que também nasce no planalto maranhense e deságua no golfão maranhense, e o rio Grajaú, um importante afluente do Rio Mearim. O rio Pindaré, o mais significativo do oeste maranhense, deságua na baía de São Marcos.

Além desses, temos os rios Periá e Preguiças, que deságuam no litoral oriental, e os rios Turiaçu e Maracaçumé, que deságuam no litoral ocidental.

Os rios genuinamente maranhenses estão subdivididos em quatro categorias: bacias primárias, bacia do golfão, bacia do litoral oriental e bacia do litoral ocidental. Essa classificação leva em consideração o local onde os rios deságuam.

Além das bacias mencionadas, o Maranhão possui uma extensa bacia lacustre. Essa formação lacustre, localizada a oeste da baía de São Marcos, na chamada baixada maranhense, é a maior do Nordeste brasileiro.

Devido à litologia predominante no Maranhão, que é caracterizada por bacias sedimentares, e às condições climáticas, especialmente o clima quente e úmido, formou-se ao longo do tempo geológico um grande reservatório de água subterrânea. O Maranhão possui um vasto potencial hídrico subterrâneo, sendo que a maioria dos municípios maranhenses é abastecida por poços.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que divide as bacias hidrográficas brasileiras em regiões hidrográficas, classifica os rios genuinamente maranhenses e o rio Gurupi como pertencentes da Bacia do Nordeste Ocidental.