sexta-feira, 26 de junho de 2015

Itália

ITÁLIA - País da Europa Mediterrânea, em forma de península, banhado pelo Adriático e pelo Tirreno , limitado a noroeste com a França, ao norte com Suíça, Áustria e Eslovênia. Os países independentes de San Marino e a Cidade do Vaticano são enclaves no território italiano. Também pertence ao país a comuna de Campione d'Italia, um enclave no território da Suíça de língua italiana. A origem de seu nome é mais comumente aceita com advinda da palavra latina vitulus, que significa "bezerro, novilho". Há um relato mitológico sobre Hércules estar atravessando aquela região, levando o gado roubado de Gerião. Um boi lhe escapou. Na sua busca pela rês sumida, Hércules soube que no dialeto local, boi, bezerro era chamado de vitulus, daí ter batizado a região como ouitalían. Portanto, Itália seria, em dialeto local, "terra dos bois".

Location: Sul da Europa
Capital: Roma
Idiomma: Italiano
Populaçao: 61.070.224 habitantes
Extensão Territorial: 301.340 Km²
Italian Flag
Mapa da Itália
Coliseu em Roma, Itália.

A história da Itália figura entre as mais importantes no desenvolvimento da cultura e sociedade da área mediterrânica e da cultura ocidental como um todo. Desde a pré-história que este território é palco das atividades humanas. Importantes culturas e civilizações existiram na região desde tempos pré-históricos. No período Neolítico, ali se desenvolveram as civilizações Molfetta, Stentinello e Remedello, antes da Itália entrar em sua proto-história, com a civilização dos terramaras, no segundo milênio antes da era Cristã.

Em tempos bem posteriores, já a partir do Século IX a.C., o povo etrusco sobrepujou os demais povos que com ele dividiam a península. Daquele momento em diante, as terras ganhariam maior organização política e também maior complexidade na industrialização de metais e tecidos, que inclusive geravam excedentes para serem comercializados por uma marinha mercante que cruzava o Mediterrâneo. Além dos etruscos, os gregos ocuparam o sul da península e ali desenvolveram a Magna Grécia. 

Mas foi a partir da criação da cidade-Estado de Roma, fundada, segundo a lenda, fundada por Rômulo, em 753 a.C., que dali, do coração da península, surgiria uma civilização que estendeu seus limites sobre a maior parte do continente europeu, o norte da África e o Oriente Médio. Povos tiveram seus destinos para sempre modificados após a ocupação romana. Idiomas foram criados a partir do tronco latino falado pelo império. Durante seus 12 séculos de existência, transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar um vasto Império que dominou boa parte da Europa e arredores do Mediterrâneo por intermédio da conquista e assimilação cultural. No entanto, um rol de fatores sociopolíticos iria agravando o seu declínio, e o império acabou sendo dividido em dois. A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no Século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida como Império Bizantino a partir de 476 d.C., data tradicional da queda de Roma e tida pela historiografia como sendo o início da Idade Média. 

Após a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, a província italiana foi governada por uma série de reis bárbaros, até ao século VI, quando os Estados Papais foram criados, com a capital em Roma, sob o comando da Igreja Católica. A partir do Século X, as cidades do norte da Península Itálica tornaram-se independentes entre si, tornando-se centros políticos importantes, que em pouco tempo se transformaram em cidades-estados. Ao longo da Idade Média e do Renascimento, elas exerceram grande influência sobre o panorama cultural e econômico do continente europeu. O Estado de San Marino pode ser apontado com um remanescente dessas cidades-estado.

O Renascimento é apontado por muitos historiadores como a definitiva ruptura da Idade Média e berço da Modernidade. A Itália ofereceu à humanidade nestes séculos contribuições de Homens notáveis em muitos campos do conhecimento, como, por exemplo: na pintura e escultura: Michelangelo, Rafael, Tiziano, Tintoretto, Boticelli e Leonardo da Vinci; na Arquitetura: Brunelleschi; na Física: o citado da Vinci, talvez o gênio mais eclético da humanidade; nas Ciências Políticas: Maquiavel; nas Ciências Contábeis: Luca Pacciolo. A Influência da Igreja Católica continuou sendo muito grande, e por muitas vezes, Roma, apoiada por potências estrangeiras, estabeleceu confrontos abertos com muitas cidades-estado, como, por exemplo, Papa Bórgia, espanhol que favoreceu a influência espanhola na Itália. O país, então dividido entre cidades-estado rivais, passou a sofrer grande influência espanhola (1559-1700). Além disso, o desmembramento extremo do país e o deslocamento das vias marítimas em detrimento do Mediterrâneo provocaram o declínio econômico da península. Pouco a pouco, as velhas cidades perderam sua influência em proveito do Reino do Piemonte-Sardenha (casa de Savóia).

A Itália moderna se converteu em Estado com bastante atraso, se comparada com as demais nações européias. Sua unificação ocorreu na segunda metade do Século XIX, quando os Estados da península itálica e as duas Sicilias se uniram e formaram o Reino da Itália. Este reino ficou sob o governo do monarca Victor Emanuel II, da dinastia Saboya, até então governante do Piemonte e Sardenha. O principal artífice da unificação italiana, entretanto foi o Conde Camillo Benso di Cavour, ministro-chefe do rei. Roma, porém, se manteve separada do resto da Itália, sob o comando do Papa, e não foi parte do reino da Itália até 20 de setembro de 1870, data final da unificação italiana. O Vaticano manteve-se como um enclave independente, rodeado completamente pela Itália.

A ditadura fascista de Benito Mussolini, que começou em 1922, levou a Itália, poucos anos depois, a uma aliança com a Alemanha nazista e com o Império do Japão, países que formaram o "Eixo" derrotado na II Guerra Mundial, de 1939 até 1945. Em 2 de junho de 1946, um referendo sobre a monarquia estabeleceu a República como sistema de governo italiano, dotando o país de uma nova Constituição, em 1º de janeiro de 1948. Os membros da família real foram exilados, por sua relação com o regime fascista, até 10 de novembro de 2003, quando puderam regressar à Itália, graças a uma emenda na constituição.

A Itália foi um membro fundador da OTAN, criada em 4 de abril de 1949, e da União Européia, criada entre 1952 e 1958. Em 14 de dezembro de 1955, a Itália se tornou um membro da Organização das Nações Unidas. O país, desde então, juntou-se à crescente unificação econômica e política da Europa Ocidental. Um exemplo disso foi a introdução do Euro como moeda oficial do país, em 1999, substituindo a antiga lira italiana.

Fonte: IBGE

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