domingo, 20 de julho de 2014

Geografia - Conflitos entre Israel e Palestina - 12 Questões

01. (IFBA)“Os Estados Árabes se consideram em estado de guerra com Israel e, desde 1948, não cessam de proclamar sua vontade de lançar os israelitas no mar e de riscar seu Estado do mapa do Oriente próximo (...).”
FRIEDMANN, Georges. Fim do povo judeu? São Paulo: Perspectiva, 1969, p. 243.
Iniciado em 1848, o conflito palestino-israelense constituiu, no Oriente Médio, o que se convencionou chamar de Questão Palestina, que está longe de ser resolvida, ainda hoje, e pode ser relacionada à
a) exigência, pelos países do Oriente Médio, de cumprimento do Plano da ONU de Partição da Palestina, que criava o Estado Palestino no final da Segunda Guerra Mundial.
b) incapacidade dos países vencedores da Segunda Guerra de garantir a paz no Ocidente nos anos posteriores ao conflito, provocando uma fuga em massa de judeus para a Palestina.
c) construção de um padrão de instabilidade nas relações internacionais pelo recém-criado Estado de Israel, que contava com o apoio dos Estados Unidos, da União Soviética e da ONU.
d) recusa árabe à partilha da Palestina, imposta pela ONU, que submeteu a maior parte do território ao controle do recém-criado Estado de Israel, sem que se respeitasse a soberania dos povos desta região.
e) extinção oficial do mandato britânico sobre a Palestina, no final da Segunda Guerra, com reconhecimento imediato pelos países vencedores da independência de todos os países do Oriente Médio.

02. UERJ - A Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) conta hoje com a adesão da maioria dos estados-nacionais. O conteúdo desse documento, no entanto, permanece como um ideal a ser alcançado. Observe o que está disposto em seu artigo XV:
1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.
portal.mj.gov.br
Desde a década de 1960, em virtude de conflitos, o direito expresso nesse artigo vem sendo sonegado à maior parte da população pertencente ao seguinte povo e respectivo recorte espacial:

(A) árabe – regiões ocupadas pela Índia
(B) esloveno – distritos anexados pela Sérvia
(C) palestino – territórios controlados por Israel
(D) afegão – províncias dominadas pelo Paquistão

Saiba mais: Entenda os conflitos entre Israel e Palestina

03. Enem 2011 - Em discurso proferido em 20 de maio de 2011, o presidente dos EUA, Barack Obama, pronunciou-se sobre as negociações relativas ao conflito entre palestinos e israelenses, propondo o retorno à configuração territorial anterior à Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967.Sobre o contexto relacionado ao conflito mencionado é correto afirmar que:
a) A criação do Estado de Israel, em 1948, marcou o início de um período de instabilidade no Oriente Médio,pois significou o confisco dos territórios do Estado da Palestina que existia até então e desagradou o mundo árabe.
b) A Guerra dos Seis Dias insere-se no contexto de outras disputas entre árabes e israelenses, por causa das reservas de petróleo localizadas naquela região do Oriente Médio.
c) A Guerra dos Seis Dias significou a ampliação territorial de Israel, com a anexação de territórios, justificada pelos israelenses como medida preventiva para garantir sua segurança contra ações árabes.
d) O discurso de Obama representa a postura tradicional da diplomacia norte-americana, que defende a existência dos Estados de Israel e da Palestina, e diverge da diplomacia europeia, que condena a existência dos dois Estados.

04. (UNICAMP 2001 - Geografia - Questão 14) Leia atentamente o texto a seguir e analise o mapa apresentado. Desde meados dos anos 60, o Oriente Médio tem sido palco de inúmeras guerras e dezenas de atentados, resultantes das lutas pela delimitação de territórios israelenses e palestinos. As recentes reuniões de cúpula em Camp David (EUA) têm gerado alguns avanços nas negociações entre esses povos.
a) Que território está sendo utilizado atualmente como sede provisória da Autoridade Palestina?
b) Com base no mapa, responda como está distribuído o espaço religioso na área urbana de Jerusalém.

05. UNIFESP - 2003
Leia as frases seguintes, sobre as dificuldades para a paz entre Israel e a Palestina. 
I. Destino de 3 milhões de refugiados palestinos dispersos pelos países vizinhos. 
II. Controle do Rio Jordão a partir das colinas de Golã, que estão sob domínio da Síria. 
III. Fim da Intifada, movimento de judeus pela aceitação do acordo de Oslo. 
IV. Definição da situação de Jerusalém, apontada como capital por judeus e considerada sagrada pelos palestinos. 
V. Presença de colônias judaicas em áreas destinadas ao estado Palestino. Está correto o que se afirma em:
a) I, II e IV, apenas.
b) I, III e V, apenas.
c) I, IV e V, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) II, III e V, apenas.

06. (UEL) Um dos grandes conflitos do Oriente Médio tem sido o confronto árabe-israelense, cujas origens remontam ao período que segue à:
A) Segunda Guerra Mundial, quando os países vencedores  apoiaram a Liga Árabe a invadir o território de Gaza.
B) Primeira Guerra Mundial, quando a Liga das Nações, pressionada  pelos Estados Unidos, dividiu o território Palestino para criar o  Estado de Israel.
C) Segunda Guerra Mundial, quando a ONU, através das forças de  paz, obrigaram Israel a abandonar o Sinai, garantindo o controle  do Canal de Suez ao Egito.
D) Primeira Guerra Mundial, quando a Liga das Nações aprovou  a Declaração Balfour, colocando a Palestina sob o governo da  Inglaterra.
E) Segunda Guerra Mundial, quando a ONU, retirando suas  tropas da região, permitiu a ocupação da colina de Golan e dos  territórios da Cisjordânia.

07. (PUC-MG/2008 – adaptada) Leia atentamente o texto a  seguir, de Moacyr Scliar.
“Israel representa uma mudança transcendente na  multimilenar trajetória dos judeus. O Holocausto e as  revelações sobre o massacre de judeus deram dramática  legitimidade ao movimento sionista e reivindicação de um  território. A fundação de Israel deveria ser decidida pela  recém-criada Organização das Nações Unidas. EUA e URSS  apoiavam a partilha da Palestina e a criação de dois Estados,  um árabe, outro judeu.
Com as superpotências coincidindo em seus pontos de vista,  não foi difícil para a Assembleia Geral da ONU aprovar,  em novembro de 1947, a divisão da Terra Santa. O projeto  foi rejeitado pelos representantes dos países árabes. Mas  os judeus, liderados por David Ben-Gurion, levaram a
proposta adiante. Quase seis meses depois, 14 de maio  de 1948, proclamaram a independência. Imediatamente  estourou o conflito bélico, vencido pelos israelenses. Outros  conflitos vieram, notadamente a Guerra dos Seis Dias. Israel  consolidou-se como potência militar. Desde então, travasse  uma luta amarga e desumana entre israelenses e palestinos,  que, ao longo dessas décadas, acabaram por forjar uma  identidade nacional.”
A partilha da Palestina está completando 60 anos (2008).  Tendo em vista a partilha e seus impactos, a base para a  criação do Estado de Israel foi assentada
A) na existência de um Estado judaico sob aprovação dos países  árabes.
B) na legitimação pela força, comprovada pela sequência de  conflitos e guerras.
C) na possibilidade da existência de uma maioria judaica em um  território.
D) na ideologia sionista, que defendia a entrada dos judeus na  Palestina sob domínio inglês.
E) Em um fi m da discussão pacífi ca entre árabes e muçulmanos.

08. Enem 2007 - Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo-franceses e israelenses. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe-israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel. Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção americano-soviética impôs o cessar-fogo, concluído em 22 de outubro.
A partir do texto acima, assinale a opção correta.
a) A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências europeias no Oriente Médio.
b) Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória.
c) A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel.
d) A ação dos governos de Washington e de Moscou foi decisiva para o cessar-fogo que pôs fim ao primeiro conflito árabe-israelense.
e) Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU.

09. (UFMG - 2009) Analise este mapa: Envolvido, desde sua fundação, em conflitos na região, o Estado de Israel completou, em maio de 2008, 60 anos de existência. Considerando-se as disputas territoriais entre árabes e israelenses e outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que
a) a Autoridade Nacional Palestina controla os territórios de Gaza e do sul do Líbano e, em 2006, com o auxílio da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Europeia, garantiu a soberania sobre essas regiões.
b) a cidade de Jerusalém, considerada sagrada por três religiões, foi ocupada por Israel em 1949, ao final da Primeira Guerra Árabe-Israelense, e, depois dos Acordos de Oslo, foi reconhecida pela ONU como capital do país.
c) a região das colinas de Golã, rica em fontes de água e ocupada por Israel durante a Segunda Guerra Árabe-Israelense, foi devolvida à Síria em 2000, como parte dos tratados de paz firmados entre os dois países.
d) o Governo de Israel promoveu, em 2005, a retirada de colonos judeus da faixa de Gaza, no entanto, apesar de pressões de organismos internacionais, manteve assentamentos judaicos no território da Cisjordânia.

10. (PUC-RIO -2009) O Estado de Israel, que completou 60 anos em maio deste ano, teve suas fronteiras definidas a partir de várias guerras com países vizinhos. A esse respeito, avalie as afirmativas abaixo: 
I - O plano de Partilha da ONU (Resolução 181) de 1947 previa a retirada das tropas do Império russo, a criação de um Estado judaico e de um Estado independente árabe-palestino na região da Palestina. 
II - Os árabes rejeitaram o plano de partilha da Palestina aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas e atacaram o recém-formado Estado de Israel em 1948: era o começo dos conflitos árabe-israelenses e do dilema dos refugiados palestinos. 
III - A vitória israelense na Guerra dos Seis Dias (1967) permitiu a ocupação de quase toda a Palestina, isto é, do Sinai, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, de Jerusalém e o do Iraque. 
IV - A partir de 1987, a população civil palestina começou a série de levantes (Intifada) contra a ocupação israelense usando paus, pedras e atentados. 
ASSINALE a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
c) Somente as afirmativas II e IV estão corretas.
d) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
e) Somente as afirmativas III e IV estão corretas.

11. (UERJ-1999) A charge abaixo, publicada antes das primeiras negociações do processo de paz iniciado no final dos anos 70, retratava a postura dos Estados Unidos em relação a seu apoio a Israel.

(Jornal do Brasil, 15/06/97)

A posição norte-americana de ajuda a Israel, desde sua criação em 1948, em oposição ao mundo
árabe, é explicada pelo seguinte fato:
(A) constituição de Israel como um estado democrático, situado num território concedido aos
palestinos pela ONU
(B) situação estratégica de Israel como baluarte do ocidente, encravado numa região de conflitos,
como o Oriente Médio
(C) desempenho de Israel como ponto de apoio para o mundo capitalista, localizado numa área
alinhada ao mundo comunista
(D) formação de um Estado Livre Palestino como sustentáculo do mundo árabe, numa região
pertencente, por direito, a Israel

12. UNICAMP 2003 - A primeira palavra que vem à cabeça de qualquer um que pense em Oriente Médio é “conflito”. Região que deu origem às grandes civilizações e a religiões que ainda hoje encontram seguidores nos quatro cantos do mundo. (Keila Grinberg, “O mundo árabe e as guerras árabe-israelenses”, in Século XX, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000, vol. III, p. 99.)
a) Nomeie três importantes religiões que se originaram no Oriente Médio.
b) Explique as condições de criação do Estado de Israel.
c) O que é a questão palestina?


Gabarito / Resolução
01. D
02. C
03. C

04. 
a) O território provisório da Autoridade Palestina localiza-se na Faixa de Gaza. b) Na cidade antiga de Jerusalém convivem as 3 grandes religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo. Para cada uma destas religiões, há um local sagrado: 1 - Monte do Templo ( muçulmanos) 2 - Igreja do Santo Sepulcro (cristãos) 3 - Muro das Lamentações ( judeus).

05. C
06. A
07. B
08. B
09. D
10. C
11. B

12. 
a) As três religiões originadas no Oriente Médio são Judaísmo, Cristianismo e Islamismo (religião muçulmana).

b) A expulsão da população judia da Europa pelo anti-semitismo, particularmente a política de perseguição e extermínio dos judeus movida pelo nazismo, marca o período que se estende do entre-guerras ao fim da Segunda Guerra Mundial. Antes disso, porém, já havia a imigração sionista para a região da Palestina (que na origem seria a Terra Prometida), movimento que ganha nova força com o fim da Segunda Guerra. Em 29 de novembro de 1947, como forma de compensação aos judeus, a Assembléia Geral das Nações Unidas vota a partilha da Palestina entre um Estado Judaico e um Estado Árabe, conferindo a Jerusalém o status de território internacional. Os conflitos entre árabes e judeus são iniciados já no dia seguinte à partilha pelos árabes, que não aceitaram a divisão. Em 15 de maio de 1948 foi proclamado o Estado Judaico em Tel Aviv.

c) Trata-se do conflito decorrente da criação do Estado de Israel (item b) com o conseqüente deslocamento de populações, na sua maior parte de religião muçulmana e que se encontravam estabelecidas na região há muito tempo. A questão palestina também é associada à luta pela criação de um Estado Palestino, como um dos principais objetivos dos palestinos em sua luta contra Israel.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Faixa de Gaza: entenda o conflito entre israelenses e palestinos

Nos últimos dias, o mundo tem acompanhado a intensificação do conflito entre israelenses e palestinos, na Faixa de Gaza

Até o momento, mais de 260 pessoas morreram e 2 mil ficaram feridas na sequência dos ataques iniciados em julho. A nova espiral de violência foi desencadeada após o sequestro e homicídio, em junho, de três jovens judeus na Cisjordânia (um ataque que Israel atribuiu ao Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) seguido da morte de um jovem palestino queimado em Jerusalém por extremistas judeus. A partir daí, tiveram início os lançamentos de foguetes do Hamas e os bombardeios de Israel.
Palestina e Israel. Arte: Nicolau Galvão. Fonte: Puc-Rio Digital
Raízes do conflito entre israelenses e palestinos

O conflito entre israelenses e palestinos remonta ao início do século passado. Entre a segunda metade do século 19 e a primeira metade do século 20, uma migração em massa de judeus de vários países para a Palestina provocou uma mudança na demografia local. Majoritariamente árabe, a região - que até 1917 pertencia ao Império Otomano e depois, até 1948, foi um protetorado britânico - passou a ter uma população judaica cada vez maior.

Nos primeiros anos de mandato britânico na Palestina, houve confrontos entre árabes e judeus. Começou-se então a discutir o que fazer diante daquela situação. Em 1947, pouco antes da retirada dos britânicos, a Organização das Nações Unidas (ONU) pôs em prática um plano de divisão do território em duas partes: uma para os judeus e outra para os árabes. A insatisfação em torno do mapa definido pela ONU gerou uma guerra civil entre os dois povos.

Com a saída dos britânicos, em 1948, países árabes vizinhos tentaram invadir o recém-criado Estado de Israel. Mas, ao término do conflito, os israelenses mantiveram seu território e os palestinos perderam a chance de criar seu próprio Estado, já que Israel ocupou parte do território destinado aos palestinos pela ONU, o Egito passou a controlar a Faixa de Gaza e a Jordânia ficou com a Cisjordânia.

Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF) Gisele Chagas, é uma visão simplista dizer que judeus e árabes “sempre se odiaram e sempre viverão em guerra”. Segundo ela, um dos principais pontos de discordância entre os dois povos, no início dos conflitos, era a existência de projetos nacionalistas diferentes. Os povos discordavam sobre o que fazer com uma Palestina independente: uma Palestina árabe ou uma Israel judaica? “São dois projetos políticos distintos. São dois projetos políticos nacionais que vão disputar o mesmo território, que vão querer criar um tipo de comunidade política em que o outro projeto não está incluído”, afirma a pesquisadora.

Gaza e Cisjordânia se mantiveram sob ocupação estrangeira árabe até 1967, quando uma nova guerra, a Guerra dos Seis Dias, entre Israel e as nações vizinhas, resultou na ocupação israelense da Faixa de Gaza e da Cisjordânia (incluindo a parte oriental de Jerusalém).

A partir daí, Israel assumiu uma política de colonização de Gaza e da Cisjordânia com judeus, por meio de assentamentos. Por vários anos, a ONU considerou a ocupação dos territórios palestinos ilegal e determinou que Israel retornasse às fronteiras pré-1967, o que tem sido ignorado pelo governo israelense.

“A guerra de 1967 é o núcleo da problemática mais recente. E é o núcleo dificultador da solução de dois Estados [Israel e Palestina]. Se você olhar as fronteiras de 67, Jerusalém oriental teria que pertencer aos palestinos, que a querem como capital. E esse parece que é um dos pontos menos negociáveis por parte de Israel, que tem uma população decidida a ter Jerusalém como capital”, diz o coordenador do Laboratório de Estudos Asiáticos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Leonardo Valente.

Apenas em 2005, Israel decidiu retirar seus colonos e militares da Faixa de Gaza, entregando sua administração à Autoridade Nacional Palestina (ANP). Apesar disso, Israel continuou a controlar as fronteiras e o acesso marítimo a Gaza.

Na Cisjordânia, pouco mudou já que a política de assentamentos judaicos e a ocupação militar do território continuaram. Ainda hoje, grande parte desse território palestino tem sua administração civil e militar concentrada nas mãos de Israel.
Hamas x Israel

Apesar da devolução de Gaza aos palestinos, o território passou a ser o principal foco de problema do conflito israelense-palestino, já que, em 2006, o Hamas, movimento fundamentalista islâmico, venceu as eleições parlamentares palestinas. Em seguida, o Hamas rompeu com o Fatah, organização política e militar palestina, tomando o controle de Gaza, enquanto seu rival político mantinha o controle sobre a Cisjordânia.

Visto como um grupo terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e por países europeus, o Hamas sofreu uma série de sanções por parte desses países. O governo israelense ampliou a vigilância sobre Gaza, aumentando seu controle sobre as fronteiras e restringindo a circulação de produtos e pessoas entre os dois territórios. Desde então, houve uma série de confrontos abertos entre as duas partes: o governo israelense e o Hamas.

“Há uma dificuldade de Israel aceitar certos grupos palestinos, entre eles o Hamas. E o Hamas tem uma dificuldade muito grande de negociar e até reconhecer Israel. A partir de 2006, a situação se deteriorou muito na Faixa de Gaza”, destaca Valente.

Em geral, os confrontos envolvem o lançamento de foguetes pelo Hamas a cidades de Israel e ataques de Israel a Gaza, por meio de bombardeios e ofensivas terrestres (quando militares israelenses entram no território palestino).

Além dos confrontos abertos que resultaram em centenas de mortes (na maioria, de palestinos), a relação entre israelenses e palestinos nas últimas décadas tem sido marcada por atentados, conflitos entre militares israelenses e civis palestinos, intifadas (revoltas populares) e tentativas de acordos de paz que sempre são emperradas por algum motivo.

Entre os pontos de desacordo estão a divisão de Jerusalém, a retirada dos colonos israelenses de terras palestinas, o retorno de refugiados das guerras árabe-israelenses a suas antigas terras e o reconhecimento da Palestina como Estado independente.

Repórter do jornal Alghad, com sede em Amã, a jordaniana Taghreed Risheq cobre o conflito há quatro anos e não tem esperanças de que a questão seja resolvida logo.

“Se os dois lados quiserem viver em paz, eles precisam se submeter às leis internacionais. Em primeiro lugar, Israel deveria se retirar das terras ocupadas [na Cisjordânia, a partir de 1967], de acordo com resoluções da ONU. Eles deveriam concordar em assuntos como a divisão de Jerusalém, entre palestinos [leste] e israelenses [oeste], questões de segurança, fronteiras e direito ao retorno [dos refugiados palestinos]”, disse.

A opinião de que não há solução para o conflito em um futuro próximo é partilhada pela jornalista libanesa Paula Astih, correspondente, em Beirute, do jornal inglês publicado em língua árabeAsareq el Awsat.

“O conflito israelense-palestino se torna mais complexo a cada ano. Palestinos querem sua terra de volta e os esforços políticos para consegui-la parecem ser em vão. É por isso que muitos palestinos acreditam em resistência. Sem falar nos milhões de refugiados [palestinos] que vivem hoje no Líbano, na Jordânia, na Síria e por todo o globo, e nos outros que ocuparam as terras [dos refugiados] há anos e não vão querer devolvê-la. Haverá apenas guerras, com algumas tréguas, mas não a paz”, ressalta a jornalista.

Na opinião da pesquisadora Gisele Chagas, para que um processo de paz tenha início, é preciso, entre outras coisas, que as fronteiras pré-1967 sejam respeitadas e que haja uma solução para os refugiados palestinos. “É preciso acabar com a perspectiva israelense de colonização da Cisjordânia, resolver o problema dos refugiados e ter a ideia de um Estado palestino soberano, com fronteiras bem definidas e controle de seus próprios recursos naturais”, disse.

Vitor Abdala - Agência Brasil
Editor: Lílian Beraldo

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Atividades sobre o Folclore para imprimir nos Álbuns da web do Picasa

Mais de 2000 atividades sobre o folclore prontas para imprimir

Nos diversos álbuns da web do Picasa é possível encontrar muito material interessante para utilizar em sala de aula. São diversas atividades escolares sobre os mais variados temas. Neste post foi selecionado alguns álbuns online com sugestões de atividades sobre o folclore para imprimir. Essas atividades do Folclore servem para turmas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.

Professor(a), para ter acesso a  essas  atividades é só seguir os links dos Álbuns da web do Picasa ( e Google+) sobre o Folclore indicados neste post. Os álbuns foram encontrados no Google.

sábado, 12 de julho de 2014

Xadrez Online, Jogar Xadrez

O site Educar para crescer enumerou 10 motivos para aprender xadrez. Você pode conferir as leis do xadrez no site da CBX- Confederação Brasileira de Xadrez. As Leis do Xadrez da FIDE regulamentam o jogo no tabuleiro. Confira no link Lei do Xadrez na Fide .PDF.

Você pode jogar xadrez online neste site aqui
Xadrez Online, Jogar Xadrez - Suburbano Digital

domingo, 6 de julho de 2014

Kika - De onde vem o papel?

Kika - De onde vem o papel?
Antes de inventarem o papel o homem usou diversas formas para escrever e desenhar. Os homens primitivos usavam as paredes das cavernas. Muito tempo depois, na Índia, foram usadas as folhas de palmeiras. Já os astecas anotavam seus livros de Matemática e Astronomia nas cascas de árvores. Os egípcios inventaram o papiro que era muito parecido com o papel, mas era bem frágil. Os chineses foram os primeiros a fabricar o papel que você conhece. Ele era feito de fibras de bambu ou sebo.
De onde vem... 
Mas em 1690 o papel deixou de ser um negócio da China para ser um negócio mundial. Foi quando os americanos fizeram a primeira fábrica de papel e hoje o mundo não vive sem o papel.

O que seria da humanidade sem livros, revistas, dinheiro e papel higiênico? Um verdadeiro “papelão”.

A maioria dos papéis é feita a partir da madeira de uma árvore chamada eucalipto. As toras de eucalipto chegam das fazendas e são descarregadas na indústria de papel. Uma esteira leva a madeira para ser descascada e picada. Então a madeira é cozida produzindo a celulose. Celulose é o nome da pasta extraída do eucalipto e que vai virar papel. A celulose é misturada a vários produtos que vão deixá-la mais branca. A massa então é preparada para entrar na máquina de papel.

Nessa máquina a massa é transformada em folhas bem grandonas. As folhas então são prensadas e vão para os secadores. A calandra é uma espécie de ferro de passar que alisa as folhas de papel. Aí o papel é enrolado para depois ser cortado nos mais diferentes tamanhos e formas. Só depois do corte, o papel é empacotado para ser vendido.

Todo papel é feito assim? Sim, até chegar à máquina de cortar. Depois cada tipo de papel tem uma fabricação diferente, com outros materiais misturados e corantes para colorir.


E são muitos tipos: cartolina, papel de seda, papel almaço, papel manteiga, papel alumínio, papel guache, papel sulfite, papel Kraft, papel jornal, papel higiênico, papel carbono, papel camurça, papel vergê e o papel reciclado. Reaproveitando o papel antigo a gente está poupando árvores e assim contribuindo para a preservação do meio ambiente. 

Desenho animado: Kika - De onde vem o papel?