terça-feira, 19 de julho de 2016

Atração da Lua e do Sol contribui para causar terremotos, revela estudo

Cientistas do Serviço Geológico dos EUA determinaram que a atração gravitacional da Lua e do Sol podem causar terremotos de baixa frequência na Falha de Santo André, o que permite prever grandes sismos.
A Falha de Santo André, que se estende ao longo de quase 1.300 quilômetros pela costa da Califórnia, é uma formação geológica entre duas placas tectônicas. Ela acumula a tensão criada pelo movimento dessas placas ao longo do tempo e, eventualmente, provoca atrito. A última vez que isso aconteceu foi em 1906, provocando mais de 300 mil feridos e desabrigados na costa ocidental norte-americana.

Para os pesquisadores do estudo, esses tremores de terra parecem ser desencadeados pela gravitação, que “comprime e estica” a crosta da Terra.

Como foi observado por Nicholas van der Elst, um dos autores do estudo, os tremores são mais intensos durante as duas semanas da Lua Crescente: "Quando a Lua está ‘puxando’ na mesma direção em que a falha está deslizando, isso faz com que a falha deslize mais rápido”.

Como os terremotos geralmente tem epicentro mais profundo e os tremores reverberam para outras regiões, essa informação pode ser útil para prever a ocorrência de possíveis abalos sísmicos em noutros locais, explica o sismólogo e coautor do estudo David Shelly.

Edição: Denise Griesinger.

sábado, 16 de julho de 2016

Produção de alimentos é suficiente, mas ainda há fome no país, diz pesquisador

Estudo revela que o Brasil produz mais que o suficiente para alimentar sua população, mas a desigualdade de renda e o desperdício fazem com que 7,2 milhões ainda sejam afetadas pelo problema. Arquivo/Agência Brasil.
A produção nacional de alimentos é suficiente para os mais de 204 milhões de brasileiros, mas a desigualdade de renda e o desperdício ainda fazem com que 7,2 milhões de pessoas sejam afetadas pelo problema da fome no país, revela estudo conduzido pelo professor Danilo Rolim Dias de Aguiar, pesquisador do Departamento de Economia do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos.

“Temos uma concentração de renda muito grande. Se, por um lado, temos pessoas passando fome, por outro, temos o problema da obesidade, que é cada vez maior. Haveria, então, um problema ligado à renda e à educação, que estaria dificultando o acesso aos alimentos. Aí também entra a questão das perdas”, disse Aguiar.

Na pesquisa, Aguiar fez um levantamento sobre o que é produzido no país, pegando os principais alimentos – arroz, feijão, trigo, ovos, leite, milho, soja, banana, açúcar, mandioca e carnes de frango, de porco e bovina – e os transformou em um indicador comum que permitisse uma comparação mais adequada entre eles, calculando todos os itens em número de calorias ou proteínas.

Segundo o pesquisador, a quantidade média necessária para consumo individual por dia, e que foi considerada neste estudo, é de 2 mil calorias e 51 gramas de proteína.

“Peguei tudo aquilo que ficou no Brasil para consumo humano e transformei isso em calorias e proteínas. O que verificamos foi que, em termos de calorias e proteínas, temos mais que [o suficiente para] as necessidades humanas aqui no Brasil. Se pegarmos calorias, que é uma situação um pouco pior, chegamos, em 2013, com 118% das necessidades individuais, uma folga de quase 20%. Em termos de proteína, teríamos uma folga de mais de 60%, ou seja, estariam sobrando alimentos”, explicou Aguiar.
Desperdício de alimentos é um dos fatores que contribui para agravar a questão da fome Arquivo/Agência Brasil.
Em entrevista à Agência Brasil, o pesquisador disse que muitas pessoas ainda passam fome no Brasil principalmente pela dificuldade de acesso à alimentação. Apesar de o país ocupar o quinto lugar no ranking mundial da obesidade, ainda há mais de 7 milhões de pessoas passando fome e 30 milhões de subnutridos.

No estudo, Aguiar analisa também o volume de produtos exportados pelo Brasil. Para o professor, o volume de alimentos exportados poderia, por exemplo, alimentar duas vezes toda a população brasileira. Quando se transforma o total que é vendido para o exterior em calorias, percebe-se que a quantidade seria suficiente para alimentar quase 700 milhões de pessoas.

“Peguei todos os produtos que o Brasil exporta, como milho, soja, carne bovina e carne de frango, transformei em calorias e proteínas e dividi pelas necessidades de cada pessoa para saber quantas poderiam ser alimentadas no exterior com as exportações brasileiras. Em 2013, as proteínas que o país exportou dariam para nutrir 700 milhões de pessoas. Em termos de calorias, seriam 380 milhões de pessoas. Aquilo que estamos vendemos lá fora seria capaz de alimentar duas vezes a população brasileira em termos de calorias e três vezes em termo de proteínas”, detalhou Aguiar.

No entanto, isso não ocorre em realidade porque muito do que é exportado pelo Brasil vira comida para animais, disse o professor. “Isso não está alimentando tanta gente porque boa parte do que se exporta – como milho e soja – não vai virar diretamente comida para pessoas, mas comida para animais."

O pesquisador classifica de "cruel" essa situação em que "as pessoas de baixa renda acabam concorrendo com os animais, porque aquilo que poderia ser utilizado para alimentação humana vai para a alimentação animal, pois as pessoas de maior renda querem cada vez mais consumir carne. Como resultado disso, o preço dos produtos básicos sobe, porque há pouco, e fica cada vez mais difícil o acesso por parte dos pobres”.

Políticas públicas
Brasileiros estão produzindo muito mais carne do que arroz e feijão porque a carne dá mais rentabilidade, diz o professor Danilo Aguiar, do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos. Arquivo/Agência Brasil.
Para Aguiar, políticas públicas são necessárias para diminuir o consumo de carne. Ele destacou que o crescimento do consumo da carne é acompanhado pelo aumento da crise ambiental, já que, por exemplo, a produção da carne bovina é responsável por 10% das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera e é o principal emissor do agronegócio.

De acordo com o pesquisador, outro problema relacionado ao aumento do consumo de carne no país é que muito da produção de milho e soja, por exemplo, acaba sendo destinado à allimentação dos animais.

“Por que os produtores brasileiros estão produzindo muito mais carne do que arroz e feijão? É porque isso, para eles, dá maior rentabilidade. Temos que ter políticas que incentivem a produção de alimentos que atinjam as classes de renda mais baixa e que sejam menos danosas ao meio ambiente.”

Aguiar alertou, no entanto, que essas políticas precisam ser articuladas mundialmente. "Temos que entrar com políticas, mas articuladas em termos mundiais. Não dá para o Brasil tomar uma decisão unilateral, de não querer produzir tanta carne, se o mundo inteiro quer comprar carne. Tem que haver uma articulação maior para que se atinjam esses objetivos. E uma coisa que vai ajudar muito é a educação. Cerca de 99% das pessoas não têm noção se aquilo que elas estão comendo tem algum impacto ambiental.”

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.
Edição: Nádia Franco.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Meteorologia prevê mais chuvas e granizo para o Rio Grande do Sul

As chuvas e a queda de granizo que atingiram o Rio Grande do Sul entre a noite de ontem (13) e a madrugada de hoje (14) causaram estragos em pelo menos 20 municípios. Segundo a Defesa Civil, as ocorrências mais relatadas foram destelhamento e alagamento de casas, queda de árvores e postes, falta de energia elétrica e danos a plantações. Meteorologistas estão prevendo mais chuvas e granizo para as próximas horas.
Chuva e granizo passaram a exigir cuidados de pedestres e motoristas em Porto Alegre. EBC.
As cidades do norte do estado foram as mais afetadas. Em Água Santa e Igrejinha, a Defesa Civil registrou 100 casas e edificações danificadas em cada município. Em alguns pontos da cidade de Não-Me-Toque, também na região norte, o acúmulo de gelo chegou a atingir meio metro.

A região metropolitana de Porto Alegre também foi afetada. As chuva e o granizo em Canoas, Nova Santa Rita, Alvorada, Viamão e na capital gaúcha foram "de intensidade sem precedentes na memória das últimas décadas", segundo o meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia.

Defesa civil

Apesar dos estragos causados pelo granizo, não foram registrados casos de pessoas feridas pelo fenômeno. A Defesa Civil está fazendo novos levantamentos de danos e distribuindo lonas a quem teve casas danificadas.

A MetSul Meteorologia informou que novas tempestades devem atingir as regiões metropolitana, central e norte do Rio Grande do Sul nas próximas horas. A chuva intensa poderá ser acompanhada de raios e de novas ocorrências de granizo.

Com a previsão de temporais, a Defesa Civil emitiu um alerta à população para evitar novos acidentes. O órgão orientou que as famílias que tiveram telhas danificadas não subam no telhado para realizar consertos enquanto o tempo se mantiver instável. Além disso, a Defesa Civil pediu que as pessoas evitem buscar abrigo sob árvores e placas de propaganda e não atravessem áreas inundadas a pé ou de carro.

Daniel Isaia - Correspondente da Agência Brasil.
Edição: Kleber Sampaio.

domingo, 10 de julho de 2016

Como se formam as miragens?

Um lago rodeado de palmeiras no meio do deserto. Isso é o que se chama de oásis. Ou melhor, seria um oásis, se não fosse apenas uma miragem. É sempre assim que acontece nos desenhos animados: o viajante cansado e com sede corre em direção àquele oásis tropical e somente quando está prestes a mergulhar é que o lago, junto com todas as palmeiras, desaparece.

Nos desenhos animados é apenas ficção, mas as miragens realmente existem e podem fazer parecer que há água onde não tem. Ao contrário do que acreditam muitas pessoas, as miragens não são uma alucinação de um viajante sob sol forte. Elas são um fenômeno óptico real que ocorre na atmosfera e que pode inclusive ser fotografado.
Miragem causada pelo desvio da luz refletida do asfalto quente, dando o aspecto de água sobre a pista.
Você também não precisa estar num deserto para ver uma miragem. Elas acontecem com uma certa frequência, por exemplo, em grandes rodovias em dias de calor intenso. De longe, você vê a imagem de um veículo que parece refletido no asfalto da estrada, dando a nítida impressão de que o asfalto está molhado e que o veículo foi refletido por uma poça d’água. Mas, conforme você se aproxima, percebe que a rodovia está completamente seca.
Desvio da luz

O termo miragem tem origem na expressão francesa se mirer que significa mirar-se, ver-se no espelho. As miragens se formam a partir de um fenômeno chamado pelos físicos de refração – que nada mais é do que o desvio dos raios de luz.

Bom, mas para entender porque o desvio da luz forma as miragens, é preciso que você entenda, antes de tudo, como é a nossa visão. Nós só podemos ver porque os objetos refletem ou emitem luz. É justamente essa luz, que chega aos nossos olhos, que é enviada por meio de sinais elétricos ao cérebro. Interpretando os sinais, o cérebro dá forma aos objetos e assim nós enxergamos as coisas.

O problema (se é que podemos considerar isso um problema) é que o nosso cérebro entende que os raios de luz se propagam sempre em linha reta. Isso até seria verdade, se os raios nunca sofressem nenhum desvio pelo caminho. O desvio da luz pode ocorrer quando os raios atravessam meios com diferentes densidades, como: da água para o ar, do ar mais frio para o mais quente, passam através de lentes, etc.

Você pode observar facilmente o fenômeno da refração colocando um lápis dentro de um copo com água. Deixando-o parcialmente mergulhado, você vai notar que o lápis parece que está quebrado, o que obviamente não é verdade. Um outro caso de refração é de um pescador que avista um peixe no mar e o vê mais próximo da superfície do que ele está. Nesses dois exemplos, nós vemos os objetos em posição diferente da que eles realmente se encontram. Isso ocorre porque não vemos a luz desviar-se; vemos apenas os efeitos desse desvio.

Mas agora voltemos às miragens! Você já reparou que na praia, em dias muito ensolarados, você vê as coisas que estão a uma certa distância meio “trêmulas”? O fenômeno físico que leva essas imagens parecerem trêmulas é o mesmo que leva à formação das miragens no deserto ou nas estradas. 

Devido ao calor intenso, forma-se uma camada de ar quente junto ao solo. E esse ar é menos denso do que o ar da camada situada imediatamente acima, mais frio. A luz que vem do alto em direção à superfície passa pela camada de ar mais quente e é desviada para cima, chegando a nossos olhos. Mas, como o nosso cérebro interpreta que a luz percorreu um caminho retilíneo, o que nós vemos é a imagem da paisagem - que pode ser uma palmeira sob céu, por exemplo - invertida, como se estivesse refletida. Como o ar não está completamente parado (tanto pelo vento como pela subida do ar quente), a imagem parece trêmula, simulando a aparência da água. Esse tipo de miragem é chamado de miragem inferior.
Navios fantasmas

Existe um outro tipo de miragem, esse mais raro, e muito mais impressionante, que são as chamadas miragens superiores. Ao contrário das miragens inferiores, elas ocorrem por uma distribuição de temperatura inversa, ou seja, uma camada de ar mais fria próxima à superfície e, acima dessa, uma camada de ar mais quente. Essas miragens também são difíceis de serem vistas por aí, porque são típicas de regiões polares ou de água muito fria.
As miragens superiores fazem o objeto visto parecer muito acima do que ele realmente está. Você pode, por exemplo, ver um barco flutuando no ar, ou ele pode parecer muito mais alto do que é na verdade. No caso das miragens marítimas, é possível a formação de imagens invertidas de navios que, devido à curvatura da Terra, ainda não estão visíveis. Mas também imagens diretas e suspensas sobre o horizonte são possíveis. Talvez seja daí que venham as lendas de navios fantasmas.

O Guiness Book of Records - Livro dos Recordes Mundiais – registra o mais distante objeto já visto por meio de uma miragem. A escuna Effie M. Morrissey estava no meio do caminho entre a Groelândia e a Islândia em 17 de julho de 1939, quando o Capitão Robert Barlett avistou a geleira Snaefells Jökull, na Islândia, que deveria estar a uma distância de 536 a 560 km. A distância aparente, no entanto, era de apenas 40 a 50 km. Se não fosse pela miragem, a geleira não poderia ser vista além de 150 km. Atualmente, sabe-se que várias geleiras que foram descobertas eram, na verdade, miragens. Incrível, não?

Você pode ver um fenômeno óptico similar a miragens superiores em qualquer dia de céu claro. Como a atmosfera terrestre não é um meio homogêneo - quanto maior a altitude, mais rarefeito é o ar – a densidade atmosférica diminui da superfície para o espaço. Esse fato faz com que a luz proveniente de um astro, ao atravessar a atmosfera, siga uma trajetória não retilínea.

Em consequência, quando olhamos para o sol, nós o vemos não em sua posição real, e sim mais alto do que ele realmente está. Por isso, o sol pode ser visto após se pôr e antes de nascer, mesmo estando abaixo da linha do horizonte.

Além disso, quando o sol ou a lua estão bem próximos à linha do horizonte, os raios luminosos vindos da borda inferior encurvam-se mais acentuadamente do que os raios vindos da borda superior, fazendo com que pareçam elípticos.

sábado, 2 de julho de 2016

Brasil exportará urânio enriquecido pela primeira vez

A empresa brasileira Indústrias Nucleares do Brasil (INB) exportará urânio enriquecido pela primeira vez. A empresa, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, firmou acordo com a empresa estatal argentina Combustibles Nucleares Argentinos (Conuar), que prevê o envio de quatro toneladas de pó de dióxido de urânio para a carga inicial de abastecimento de um reator nuclear localizado na cidade de Lima, ao norte de Buenos Aires. O contrato, no valor de US$ 4,5 milhões, foi assinado em junho.
As 4 toneladas serão divididas em três lotes, com teores de enriquecimento de 1,9%, 2,6% e 3,1%Divulgação - INB.
Enriquecido na fábrica da INB em Resende (RJ), o produto ainda precisa de autorização da Coordenação-Geral de Bens Sensíveis do ministério e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para completar o processo de exportação, o que deve ocorrer até o fim deste ano. As 4 toneladas serão divididas em três lotes, com teores de enriquecimento de 1,9%, 2,6% e 3,1%.

Além do Brasil, o urânio é enriquecido por outros 11 países. A tecnologia usada na unidade da INB em Resende é a de ultracentrifugação para enriquecimento isotópico, desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, autarquia gerida administrativa e tecnicamente pela Cnen.

Segundo o ministério, a exportação não afeta o abastecimento de combustível das centrais nucleares de Angra dos Reis (RJ). Atualmente, a Usina de Enriquecimento tem seis cascatas de ultracentrífugas em operação e atende a cerca de 40% das necessidades de Angra 1.

O acordo com a Argentina não envolve intercâmbio de conhecimento, uma vez que prevê a entrega de um produto pronto, mas abre essa perspectiva. A empresa estatal argentina Invap participa do desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro, e os programas nucleares dos dois países são contemporâneos, iniciados na década de 1960.

Criada em 1988, a INB atua na cadeia produtiva do urânio, da mineração à fabricação do combustível que gera energia elétrica nas usinas nucleares. A empresa pública tem sede no Rio de Janeiro e também está presente nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais e São Paulo.

Urânio
O urânio é um mineral com propriedades físicas de emitir partículas radioativas, a radioatividade. Marcelo Correia/Divulgação - INB.
O urânio é um mineral com propriedades físicas de emitir partículas radioativas, a radioatividade. Sua principal aplicação comercial é na geração de energia elétrica, como combustível para os reatores nucleares de potência.
Segundo a INB, o Brasil tem a sétima maior reserva geológica de urânio do mundo, o que permite o suprimento das necessidades domésticas no longo prazo e uma possível disponibilização do excedente para exportação. As reservas estão concentradas nos estados da Bahia, do Ceará, Paraná e de Minas Gerais, com cerca de 309 mil toneladas de concentrado de urânio.

A única mina de urânio em operação no Brasil está em Caetité (BA) e tem capacidade de produzir 400 toneladas de concentrado de urânio por ano. Em 2013, a produção mundial de urânio concentrado foi 70.330 toneladas.

Edição: Talita Cavalcante.