quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Decreto legislativo reconhece Instituto Pan-Americano de Geografia e História

Foi aprovado em Plenário nesta quinta-feira (17) o Projeto de Decreto Legislativo 99/2017, que confirma a criação do Instituto Pan-Americano de Geografia e História (IPGH). O instituto tem o objetivo de coordenar, distribuir e divulgar os estudos geográficos e históricos nos Estados americanos e servir como órgão de cooperação entre os institutos locais, para facilitar os estudos dos problemas de geografia e história da região.



O Instituto funciona há mais de oito décadas (desde 1928), na Cidade do México. Entretanto, seu ato constitutivo nunca havia sido enviado ao Congresso Nacional, o que ocorreu em 2014. A aprovação do PDS cumpre as formalidades exigidas para a destinação de recursos do orçamento federal ao organismo.

A matéria foi relatada na Comissão de Relações Exteriores (CRE) pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Ele explicou que o Congresso Nacional tem reiteradamente aprovado o pagamento das contribuições brasileiras ao IPGH, por mais de 80 anos, mediante previsão nas Leis Orçamentárias Anuais ou por meio de créditos adicionais. O Ministério do Planejamento identificou, no entanto, a necessidade de adequação das contribuições nacionais destinadas ao órgão às mais recentes normas legais brasileiras que regem a elaboração do orçamento público.

Cristovam destacou ainda que o IPGH vem prestando significativo apoio ao Brasil nas áreas de sua competência, particularmente por meio de cooperação com universidades e com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a realização de cursos, painéis e seminários.

O Instituto é formado por 21 países americanos: Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. São países observadores França, Espanha, Jamaica e Israel. Não participa do Instituto o Canadá.

Fonte: Agência Senado / Blog de Geografia.

Eclipse solar poderá ser visto das regiões Norte e Nordeste do Brasil

A visibilidade do eclipse solar do dia 21 de agosto. Fenômeno poderá ser visto parcialmente em 17 capitais brasileiras e no Distrito Federal


RIO — Na próxima segunda-feira, a Lua ficará entre a Terra e o Sol e projetará sua sombra sobre a superfície do planeta, num raro eclipse solar total que cruzará todo o território continental dos EUA. 

Por lá, a euforia é geral: a última vez que um eclipse total foi visto da parte continental do país foi há 38 anos. 

Do Brasil, moradores de alguns estados das regiões Norte e Nordeste poderão acompanhar o fenômeno parcialmente, sendo Macapá, no Amapá, o melhor ponto de observação entre as capitais.
— A faixa de totalidade cobre uma área de 280 quilômetros de largura. O incrível deste eclipse é que essa faixa de totalidade vai cruzar toda a parte continental dos EUA, da costa leste à costa oeste — explica Josina Nascimento, pesquisadora do Observatório Nacional. — O eclipse parcial pode ser visto numa faixa de 3 mil quilômetros para o norte e para o sul, que inclui as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

De acordo com as previsões, os macapaenses poderão ver a Lua cobrindo 40,9% do Sol, com início do eclipse às 16h09min e pico às 17h09min. Moradores de Boa Vista, Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife poderão ver entre 30% e 40% do Sol coberto. Em Salvador, a cobertura será de 12,6%, e em Brasília, apenas 2%. Estados mais ao sul, incluindo o Rio de Janeiro, ficam fora da faixa do eclipse.

Os eclipses totais do Sol não são exatamente raros, acontecem aproximadamente a cada dois anos, mas a faixa de totalidade é estreita e curta. O último eclipse total visto do Brasil aconteceu em março de 2006, cobrindo uma pequena região do Nordeste, entre os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. E a próxima vez que o fenômeno voltará a ser visto no país será em agosto de 2045. Em 2 de julho de 2019, um eclipse total vai cruzar o Chile e a Argentina, sendo visto parcialmente das regiões Sul e Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro. O fenômeno se repetirá em 14 de dezembro de 2020.


Fonte: Globo.

Professor inova ao usar rock nacional para ensinar Geografia a alunos da Escola Municipal Luiz Gonzaga

Professor de Geografia há sete anos na rede municipal de ensino de Palmas, Ricardo Tadeu Marcilio Junior irá participar do XIII Encontro Nacional de Práticas de Ensino de Geografia que será realizado de 10 a 14 de setembro na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde irá apresentar artigo O Ensino de Geografia e a Música Underground - Diálogos e Aprendizagens no Espaço Escolar.

Educador na Escola Municipal Luiz Gonzaga, na Arno 61, Ricardo produziu o artigo com base nas suas práticas vivenciadas em sala de aula, com alunos de 8º e 9º anos. Seu estudo aplica a Geografia para o ensino fundamental através da linguagem musical, mais especificamente no contexto underground do rock nacional dos anos 90.



“Essa prática de ouvir a música e debater sobre ela surgiu da minha experiência como docente e músico, vendo nesta interface a possibilidade de aliar os conteúdos curriculares com a linguagem musical de maneira que aproxime a teoria à realidade dos alunos, objetivando um melhor processo de ensino e aprendizagem”, explica o professor.

“Além de levar as práticas que realizamos na educação básica do município de Palmas, o encontro é um evento importante para conhecer e aprender outras técnicas para o ensino de geografia, que possibilita a troca de experiências, apreensão de conhecimentos e o meu enriquecimento enquanto professor da rede municipal de Palmas”, completa.

Para o estudante do 9º período Rafael Alves, 13 anos, as atividades em sala de aula ficaram mais animadas com o professor Ricardo. Ele revela que as novas práticas de ensino ampliaram sua visão do mundo. “Consegui visualizar de uma maneira mais real e fácil através da música e dos debates sobre a sociedade e a política. A música passa com emoção o conteúdo, o cantor enfatiza com sua voz os pontos mais importantes e com isso ficamos marcados e reflexivos”, afirma.

Perfil
O professor Ricardo Tadeu Marcilio Junior é Mestre em Geografia da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e membro do grupo de pesquisas Nurba – UFT Porto Nacional. Ele trabalha Geografia com seus alunos por meio de debates musicais, com conteúdos de produção e reprodução do espaço urbano, o Estado como agente de produção do espaço geográfico e suas contradições, reforma agrária e problemas ambientais urbanos.

Fonte: Redação Semed / Palmas - Tocantins - TO.

Entenda o que é o recuo do mar que atingiu as praias do Brasil

Evento que fez a água retroceder até 50 metros no litoral sul foi causado por ventos fortes e maré baixa. Recuo deve desaparecer até o fim da semana
O fenômeno que fez o mar recuar desde a costa uruguaia no fim de semana atingiu também Itajaí, em Santa Catarina. (Wagner Cardoso/Fotos Públicas)
As praias do litoral sul do Brasil amanheceram com as águas extremamente recuadas no início desta semana. Em alguns locais de Santa Catarina, o recuo do mar foi de até 50 metros, o que fez com que, em pontos do sul do estado, embarcações encalhassem. Em Itajaí, estima-se que o prejuízo tenha chegado a 700.000 reais. Em Caraguatatuba, em São Paulo, os barcos também ficaram na areia. O fenômeno, impulsionado por fortes ventos que empurram as ondas em direção a alto- mar, é comum – mas raramente é tão intenso.

“Costumamos observar recuos do mar de 10 ou, no máximo, 20 metros. Os eventos deste fim de semana foram entre duas e cinco vezes maiores que o normal”, explica Joseph Harari, professor do Departamento de Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade de São Paulo (USP). “Dessa vez, tivemos a persistência por vários dias de ventos fortes que carregaram as águas para longe das praias – foi um evento meteorológico de grande escala que se refletiu em um fenômeno também de grande magnitude no oceano.”

Segundo o especialista, os ventos fortes – que em alguns pontos do litoral chegaram a 80 quilômetros por hora – são resultado de um sistema de alta pressão no Atlântico Sul. Os ventos, vindos do Nordeste e soprando em paralelo à costa brasileira, empurraram as águas para sudoeste. Junto a isso, a fase cheia da Lua dos últimos dias intensificou a maré baixa.

Recuo do mar na praia do Camaroeiro, em Caraguatatuba, São Paulo – 13/08/2017 (Canal Net TV/Youtube/Reprodução).
“Quando temos esses ventos vindos da direção norte paralelos ao litoral, soprando persistentes e com forte intensidade, a água do mar acaba sendo ‘empilhada’: recuo das águas”, explica Bianca Lobo, meteorologista do Climatempo.

Previsão 
Nos próximos dias, o mar deve voltar às condições normais. Segundo o Centro de Previsão de Tempo de Estudos Climáticos (Cptec-Inpe), o risco de recuo do mar ou ressacas vai diminuir no litoral sul e sudeste. De acordo com o órgão, os sistemas meteorológicos que favoreceram a ocorrência do recuo do mar não estarão atuantes. O Cptec destaca também que não existe “nenhuma ligação e/ou risco de tsunami”.

Itajaí, em Santa Catarina, na última segunda-feira. (Wagner Cardoso/Fotos Públicas).
Por Rita Loiola
Fonte: Veja.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Enorme barragem na China afeta a rotação da Terra

Os cientistas já desconfiavam há algum tempo de que quando se enche a barragem de Three Gorges, na China, a rotação da Terra é afetada.

A barragem é situada na província de Hubei, na China, e é onde se localiza a maior estação de energia hidroelétrica do planeta, capaz de gerar 22500 MW. Quando está cheia, a água chega a estar a 175 metros acima do nível do mar e a 95 metros acima do nível do rio. O reservatório de água acumulada tem o potencial para inundar até 632 quilômetros quadrado de superfície e inclui 42 mil milhões de toneladas de água.



Agora, os cientistas da NASA confirmam que, quando a barragem se enche, dá-se um fenômeno denominado de momento de inércia, que afeta a rotação da Terra. Segundo os investigadores, a barragem cheia atrasa a rotação da Terra, aumenta a duração do dia em 0,06 microssegundos e até consegue alterar a forma do planeta, tornando-o mais arredondado no meio e achatado nos pólos.

Fonte: Exame Informática.